O crescimento do mercado pet nos últimos anos, associado à influência publicitária na veiculação dos benefícios e vantagens em se ter um animal para cuidar, transformou o segmento destinado aos animais de estimação em um dos mais promissores no Brasil.

Segundo dados da Comissão de Animais de Companhia (Comac) e do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (SINDAN) o mercado pet brasileiro cresceu cerca de11% em 2015.

Dados recentemente publicados pelo IBGE apontam que o Brasil abriga 52 milhões de cães e 22 milhões de gatos contra 45 milhões de crianças de até 14 anos nos lares brasileiros; a situação brasileira se assemelha à de países como o Japão (16 milhões de crianças para 22 milhões de animais de estimação) e Estado Unidos (48 milhões de cães para 38 milhões de crianças). O motivo do aumento de cães em relação às crianças é que os animais de estimação são frequentemente a alternativa escolhida para preencher o vazio em lares com pouca gente. O aumento da população idosa em cujos lares os filhos não mais habitam e a decisão da mulher em ter menos e mais tardiamente os filhos, contribuem para o aumento dos lares aptos a receberam cães e gatos, como que para “preencher o espaço vazio” (Ritto & Alvarenga, 2015).

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET) a população de pets no Brasil hoje é a 2ª maior do mundo em cães, gatos e aves ornamentais; a 3ª maior do mundo em faturamento e a 4ª maior do mundo em população total de animais de estimação. Dados como estes colocam o Brasil numa posição de destaque neste competitivo cenário, além de poder influenciar importantes mudanças sociais e culturais nas relações homem-animal.

Ritto, C.;  Alvarenga, B..  A casa agora é dos cães – e não das crianças. Disponível em:  http://veja.abril.com.br/noticia/entretenimento. Acesso em 04 de junho de 2015.