Écom satisfação que apresento meu mais recente artigo, intitulado Vínculos afetivos com animais de estimação: formações e rupturas a partir de uma abordagem psicanalítica, que acabou de ser publicado na Revista Clínica Veterinária (edição 123, julho/agosto de 2016, páginas 30-36). O texto é uma versão de minha monografia apresentada na conclusão do curso de especialização em Teoria Psicanalítica do COGEAE–PUC/SP, com orientação da professora e psicóloga Julieta Jerusalinsky.

As golden retrievers Cléo e Glória, membros da família Canteras.

No artigo eu discorro sobre como os vínculos afetivos são criados entre homens e animais de estimação partindo do processo de domesticação das espécies animais e, analiso as influências culturais e sociais ocorridas nas últimas décadas que favoreceram com que os pets alcançassem o lugar de importância de hoje.

A partir de então, adiciono minha interpretação psicanalítica sobre a interação afetiva homem-animal de estimação; como o vínculo criado pode ser o resultado assimétrico da interação pulsional humana versus o instinto animal, onde o animal é colocado na posição de objeto de amor de uma escolha narcísica de seu responsável.

A interação com animais de estimação promove encantamento e bem-estar nos seres humanos.

O artigo também apresenta aspectos relacionados ao aumento da longevidade animal que, concomitante à evolução da medicina veterinária como ciência, possibilitou o prolongamento dos vínculos entre animais e seus tutores. Neste contexto discorro sobre a minha experiência em observar as formas de enfrentamento quando da iminência de separação por morte, situações em que a psicanálise se apresenta como uma abordagem transdisciplinar de auxílio na elaboração da perda.

Para maiores informações o artigo visite o o site da Revista Clínica Veterinária.